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Me, myself & EM

O meu blog :) Finalmente!!! Espero que possa contribuir, de alguma forma, com alguma "ajudinha" a toda a gente que padece e partilha de EM (ou a dita cuja, Esclerose Múltipla). A todos, desejo: "Um dia de cada vez"!

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O meu blog :) Finalmente!!! Espero que possa contribuir, de alguma forma, com alguma "ajudinha" a toda a gente que padece e partilha de EM (ou a dita cuja, Esclerose Múltipla). A todos, desejo: "Um dia de cada vez"!

EM e diversidade

Para explicar um pouco as coisas, há três tipos de Esclerose Múltipla (surto-remissão; secundária progressiva e primária progressiva), sendo que a surto-remissão é a mais comum. Normalmente, às crises que temos chamamos surtos e estes podem ser variadíssimos. Por um surto temos de considerar um sintoma “diferente” que dure mais de 24 horas. Os surtos podem assumir várias formas, até agora os surtos que tive traduziram-se por dormências e/ou nevrites ópticas. Estas crises podem durar dias ou semanas. Após isso, costuma haver uma melhoria dos sintomas (remissão). Consoante o surto que se tem, convém avaliar a gravidade destes ou não. Por norma, costumo registar as dormências e comunico ao médico depois na consulta. Claro que aqui também tem de haver ponderação. Já tive metade do corpo esquerdo dormente e aí tive de ir ao hospital, não tive grande escapatória… Quanto às nevrites, sempre que há alguma tem de se procurar o médico, aí não há como. Uma boa dica para identificar uma nevrite é tapar o olho contralateral ao afectado e tentar ler qualquer coisa ao longe. Por norma comigo, começo a ver as coisas desfocadas. O problema das nevrites é que o nervo óptico não regenera e podemos ficar com sequelas a este nível, deste modo, convém irmos ao hospital assim que identifiquemos o problema. Não esquecer, esperar sempre 24 horas. Depois disto, há inúmeros surtos que podem aparecer, desde ver coisas a dobrar (diplopia), alteração de cores, incontinência urinária, perda de força nos membros, todo um mundo de sintomas, o que me fez ficar um pouco mais atenta a qualquer coisa nova que possa surgir.

Quanto ao resto das classificações da esclerose, temos a secundária progressiva em que normalmente 2/3 dos pacientes com a forma de surto-remissão costumam evoluir para este tipo e neste ponto, confesso que quando li isso, assustei-me… No artigo falavam em dez anos para se evoluir para este tipo, visto que já passaram sete, restam-me uns meros três… Se bem que prefiro já não pensar nisso. Felizmente de há uns anos para cá consegui controlá-la por isso enquanto se mantiver é aproveitar… Nestes casos, os pacientes vão piorando lentamente, sem ter necessariamente a ocorrência de surtos. Como digo, espero não chegar a este ponto, mas também não criar a ilusão de que não irei chegar lá, por isso é ir andando, lidar com isso na altura se esta chegar e fazer umas quantas figas pelo caminho.

Por último temos a primária progressiva em que os chamados surtos não acontecem, mas há uma escalada de sintomas e sequelas que se vão acumulando ao longo do tempo. Conheci algumas pessoas com esta forma de doença durante o meu percurso e a eles só posso desejar tudo de bom e dizer que são uns vencedores pela forma como encaram as coisas e pela força que têm.

Continuo a dizer, hoje a medicação faz milagres e as coisas felizmente já não se processam como há uns anos atrás. Muitas pessoas falam mal por exemplo do nosso sistema nacional de saúde, eu pessoalmente só tenho a agradecer, são perspectivas…

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